Pesquisador diz que não vai autorizar a venda da 'pílula do câncer' por R$ 6

 

 

O pesquisador e um dos donos da patente da fosfoetanolamina sintética, Gilberto Chierice, informou nesta segunda-feira (9), à EPTV, afiliada da TV Globo, que considerou alto demais o preço de R$ 6 por cápsulaestabelecido pela Justiça de Cravinhos e, por isso, não vai autorizar a comercialização nesse momento. Um laboratório da cidade, que está produzindo a substância para testes, está recebendo liminares de pacientes com câncer para o fornecimento.

Chierice não deu um prazo de quando a liberação para venda deve acontecer. Ele foi procurado, mas não quis dar entrevista sobre o assunto.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diz que o valor deve ser decidido junto com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

Desenvolvida no campus de São Carlos para o tratamento de tumor maligno, a substância é apontada como possível cura para diferentes tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos e não tem eficácia comprovada, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Anvisa e seus efeitos nos pacientes ainda são desconhecidos.

Em abril pela presidente Dilma Rousseff, sancionou a lei n.º 13.269 que autorizou o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes com tumores malignos, mas ainda não foi definido o local que será o responsável pela produção e como será feita a venda.

 O pesquisador Gilberto Chierice, desenvolvedor da fosfoetanolamina sintética, a chamada pílula do câncer na USP de São Carlos (Foto: Reprodução/ EPTV)O pesquisador Gilberto Chierice, desenvolvedor da fosfoetanolamina sintética (Foto: Reprodução/ EPTV)

Liminares
A PDT Pharma, laboratório que está produzindo apenas o princípio ativo para os testes com humanos e ainda não encapsula, recebeu permissão somente para entregá-lo à Fundação para o Remédio Popular (Furp), que deve encapsular e repassar ao Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). O primeiro lote com 35 quilos da fosfoetanolamina já foi entregue à Furp e deve se transformar em 70 mil cápsulas.

Justiça de Cravinhos autoriza distribuição de 'pílula do câncer' por R$ 6 (Foto: Reprodução/EPTV)Justiça de Cravinhos autoriza distribuição de
'pílula do câncer' por R$ 6 (Foto: Reprodução/EPTV)

Contudo, ao menos 12 liminares já obrigam o laboratório a fornecer as cápsulas aos pacientes com câncer em 30 dias, como afirmou o diretor da PDT Pharma, Sérgio Perussi em entrevista à EPTV, no sábado (7). Até esta segunda-feira (9), outras 275 ações tramitavam na Justiça de São Paulo com o mesmo teor.

A advogada Flora Juliani Galvão, de Florianópolis (SC), disse que já conseguiu 70 liminares que obrigam o laboratório a entregar o produto. "Vamos falar genericamente, que falta 25 dias para o prazo expirar", disse.

R$ 6 por cápsula da substância
Em liminar concedida em 2 de maio, o juiz Luiz Cláudio Sartorelli explica que ele e o juiz Eduardo Alexandre Abrahão, da 2ª Vara de Cravinhos, se reuniram com o diretor da PDT Pharma para discutir da possibilidade de o laboratório fornecer a fosfoetanolamina sintética mediante possíveis ordens judiciais.

Princípio ativo será enviado à Furp para produção das cápsulas de fosfoetanolamina (Foto: Alexandre Sá/EPTV)Princípio ativo será enviado à Furp para produção
das cápsulas (Foto: Alexandre Sá/EPTV)

O encontro ocorreu em 20 de abril e, de acordo com o juiz, Sérgio Perussi confirmou que poderia atender aos pedidos, desde que no prazo de 30 dias, uma vez que precisaria ampliar a produção e providenciar as cápsulas para armazenar a substância - atualmente, essa etapa é realizada pela Furp.

"Discutiu-se o custo de cada unidade e o representante da empresa estimou em R$ 6, por conta dos investimentos que se farão necessários para atender as ordens judiciais", afirma Sartorelli na sentença.

A partir da reunião, liminares passaram a ser concedidas pela Justiça local, destacando que os pacientes devem realizar depósito antecipado do valor referente à quantidade de pílulas que deseja adquirir - a dosagem fica a critério do paciente ou do médico que o acompanha.

O diretor administrativo da PDT Pharma, Sérgio Perussi (Foto: Reprodução/EPTV)O diretor administrativo da PDT Pharma,
Sérgio Perussi (Foto: Reprodução/EPTV)

Valor será decidido por órgão da Anvisa
No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que o valor das cápsulas deve ser decidido junto com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, órgão da Anvisa que dá apoio técnico sobre o custo de novos remédios.

A Anvisa afirmou que cabe ao laboratório pedir autorização para encapsular a substância, mas Perussi disse que ainda não fez o pedido porque depende de autorização dos donos da patente.

O diretor afirmou que tem condições de produzir as pílulas de fosfoetanolamina, mas, para isso, precisa adequar as instalações da empresa, uma vez que trabalha somente com princípios ativos, e não medicamentos.

 

O caso
Os primeiros relatórios sobre as pesquisas financiadas pelo governo federal apontaram que as cápsulas têm concentração de fosfoetanolamina menor do que o esperado e que somente um dos componentes na pílula – a monoetanolamina – apresentou atividade citotóxica e antiproliferativa, ou seja, capacidade de destruir células tumorais e inibir seu crescimento.

Em 13 de abril, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei n.º 13.269 que autorizou o uso da fosfoetanolamina sintética por pacientes com tumores malignos. A determinação afirma que poderão fazer uso da substância, por livre escolha, aqueles que possuam laudo médico comprovando o diagnóstico, e que assinem um termo de consentimento e responsabilidade.

A substância estava sendo fornecida pela USP por meio de liminares na Justiça. No início de abril, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, determinou que a universidade forneceria somente "enquanto remanescer o estoque" do composto.

Logo depois, a USP fechou o laboratório que produzia as pílulas, dizendo que não produziria mais porque não é dona da patente e não é uma indústria para produção em larga escala.

 

 

8 dicas para se comunicar bem no ambiente profissional

 

Saber se expressar em diferentes situações e envolver o ouvinte no momento certo e com as palavras certas pode te ajudar a convencer clientes, explicar ideias, estabelecer uma estratégia, defender um ponto de vista ou até mesmo conversar sobre assuntos informais de maneira mais eficiente.

E para que qualquer profissional possa melhorar seu desempenho no ambiente corporativo e impulsionar sua carreira, o master coach e co-fundador da NS Engenharia de Pessoas, Nivaldo Grande, reuniu oito conselhos que irão ajudá-lo neste processo.

Confira:

1. Construa sua imagem

Além de cuidar da aparência física e se vestir adequadamente, é preciso se preocupar também com outros aspectos de sua imagem.

A simpatia, atenção, disposição social e a forma de se comunicar com os colegas de trabalho também fazem parte desse requisito.

Nivaldo Grande aconselha o profissional a conhecer melhor as pessoas, saber como elas pensam e agem para estabelecer uma ligação com elas.

Além disso, conversar corretamente, mostrar empatia, bom humor e lembrar-se dos nomes de seus colegas também são atitudes essenciais.

É preciso praticar esses gestos e, se necessário, buscar feedback com amigos e colegas para saber como você está se saindo.

2. Aprenda a escutar

Não adianta se comunicar bem sem aprender a escutar o outro. A capacidade de ouvir o que as pessoas têm a dizer, demonstrar interesse e não apenas interrompê-la apenas falando o que se quer é algo que deve ser aprimorado a cada dia.

Pessoas que não costumam escutar seus colegas tendem a despertar desinteresse e acabam sendo excluídas de certas conversas ou até mesmo reuniões no escritório.

Ao ouvir alguém falar, faça algumas perguntas a si mesmo, como “quem, quando, onde, como ou porque”, para poder discutir o argumento apresentado, aconselha Grande.

3. Aprenda a falar

Uma maneira eficaz de se comunicar bem é saber se expressar corretamente.

E uma dica infalível para aprender a argumentar e aumentar seu vocabulário é simplesmente ler. E ler de tudo: desde bons livros até jornais, revistas ou bulas de remédio.

Treine as pronúncias de palavras e certifique-se de que seu interlocutor esteja compreendendo as palavras no contexto correto do que deseja argumentar, sem deixar espaço para que te interpretem da maneira errada.

4. Saiba conversar

Preocupe-se com a forma como irá transmitir uma mensagem durante as conversas.

Para isso, o coach Nivaldo Grande aconselha que o profissional deixe de lado as gírias – a não ser aquelas já aceitas no ambiente – e reserve seu vocabulário técnico para quem possa entendê-lo.

Outra dica fundamental é prestar atenção em sua linguagem corporal. Uma pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia, por exemplo, constatou que num processo de comunicação 38% de uma mensagem é transmitida pela voz, enquanto 55% se dá pela linguagem corporal e apenas 7% é transmitida por meio de palavras.

Por isso, tenha postura, entonação e use gestos adequadamente enquanto fala.

5. Tenha opinião

Ao defender uma ideia, não se baseie apenas em “achismos”. Segundo o coach, ao defender uma opinião, garanta que estará falando sobre o que você sabe ou já tem experiência.

Construa argumentos sólidos para transmitir confiança e segurança ao falar sobre determinados assuntos.

6. Pratique a inclusão

Envolva toda a sua equipe nas discussões e reuniões de projetos, estimule boas ideias e encoraje seus colegas a emitirem suas opiniões.

7. Escolha o momento certo

É importante nunca se esquecer de um dos lemas mais usados por líderes: elogie em público, critique em particular.

Procure o melhor momento para emitir um feedback, seja cauteloso, exemplifique seus argumentos com situações que realmente ocorreram, e não se esqueça também de reforçar os aspectos positivos da pessoa.

8. Foco nas reuniões

Ao falar em uma reunião, certifique-se de que este é o momento certo e o tema adequado para questionar sobre determinado assunto.

Em vez de interromper o grupo para dizer algo, peça uma nova reunião apenas sobre aquele assunto ou peça a palavra ao final da reunião.

Grande também alerta para os cuidados com a educação: não atropele a conversa interrompendo um colega, espere que ele termine sua linha de pensamento para, depois expressar sua opinião.

Quais são as tendências para análise de dados no setor da saúde?

Leia Mais:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,fazenda-amplia-limite-de-isencao-de-imposto-para-remedio-importado,10000019635

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os diasHoje trouxemos uma pesquisa feita com 150 instituições americanas sobre o uso de dados na saúde pela CDW Healthcare. A pesquisa foi encerrada no final de 2014, mas traz informações de grande utilidade sobre o panorama do país e algumas prioridades de investimento.

 

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O uso eletrônico de dados do paciente pode revolucionar os cuidados clínicos de uma vez por todas. A coleta de informações e o cruzamento dessas para análises resultam em insightssignificativos para o setor da saúde, reduz custos e beneficia o tratamento de pacientes.

Dois motivos que fortemente influenciam a implementação de um sistema operacional de análise de dados são o aumento generalizado nos custos do setor da saúde (59%) e, no caso americano, o incentivo à adoção por parte do sistema de saúde pública (44%). Hospitais maiores, com mais de mil leitos, são os que mais estão implementando e se beneficiando desse sistema. As organizações menores, de até 200 leitos, são aquelas que ainda estão na fase de planejamento. Poucas organizações não consideram o sistema, menos de 7% em todos tipos de classificação em leitos.

Dentre os desafios de implementação, podemos observar a combinação dos dados de diferentes fontes de forma benéfica para análise, o gerenciamento do volume de dados de forma eficiente e a falta de conhecimento tecnológico e de tecnologia de informação para captar e organizar os dados do paciente. Ainda assim, 57% dos hospitais afirmam adotar a analise clinica de dados devido ao impacto na melhoria do cuidado do paciente e na redução de taxas de readmissões, fazendo com que processos do dia-a-dia sejam mais eficientes; 46% implementam análises de performance operacional pois aumenta a eficiência na produção de reports financeiros, melhora a performance e ajuda a gestão e a tomada de decisão.

Em 2015, foram estimados gastos US$ 1,9 milhões pelas organizações em análises de base de dados e 65% dos decisores do setor de saúde afirmam que os investimentos vão aumentar cada vez mais. Essas empresas vão investir 41% em uma estrutura de TI, 41% em processamento de dados e 39% em soluções de captação de dados. Além da segurança dos dados, os investimentos também acontecerão em aplicações de tempo real e modelos de armazenamento.

 

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