Beneficência Portuguesa e Albert Einstein formam parceria

 

 

Projeto de cooperação na saúde brasileira que viabilizará o desenvolvimento de ações conjuntas nas áreas de Oncologia e Hematologia foi apresentado pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Essa parceria visa contribuir para a melhoria do acesso, prevenção e tratamento, em busca de mais qualidade de vida para os pacientes. Esta aliança começou as suas atividades em 25 de novembro de 2015.

A iniciativa tem como objetivo compartilhar recursos e expertise do corpo clínico, aprimorar as práticas médicas e assistenciais, e potencializar a eficiência dos serviços prestados por essas instituições.

Com isso, a população passa a contar com a cooperação de dois hospitais que são referência no tratamento do câncer no Brasil, possibilitando maior acesso às inovações tecnológicas e de cuidados oferecidos aos pacientes.

“Hoje, com o aumento da proporção da população idosa, a demanda para serviços cada vez melhores e personalizados, nos incentivou a fazer uma aliança com outra instituição que tem o mesmo propósito”, explica Rubens Ermírio de Moraes, presidente da diretoria administrativa da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Segundo Claudio Lottenberg, Presidente do Einstein, a iniciativa trará grandes benefícios à população que procura tratamento do câncer. “Com um modelo inovador de aliança, teremos a possibilidade de compartilhar expertises e conhecimentos no combate à doença, contribuindo para a construção e disseminação de novos padrões de referência em Oncologia e Hematologia”.

A aliança permitirá a expansão das atividades de pesquisa, com a possibilidade de participação de pacientes nos diversos protocolos de tratamento em desenvolvimento pelas instituições, e de ensino em oncologia, com a utilização das importantes plataformas de capacitação de ambas as instituições.

 

6 carreiras promissoras no setor farmacêutico

 

São Paulo – Nos últimos anos, o setor farmacêutico no Brasil viveu uma revolução. A entrada dos genéricos no mercado é um dos motivos, mas não o único. “O governo é o principal cliente da indústria farmacêutica e ele mudou”, afirma Silvia Carvalho, consultora sócia da Abrahams Executive Search. 

A demanda ficou mais exigente e a competição, acirrada. Para responder a este cenário, novas profissões foram criadas. E, a tendência, é que ocupem mais espaço no mercado, segundo a especialista. Confira quais são estes cargos e o perfil ideal para ocupá-los:

Gerente de acesso ao mercado público

É o profissional responsável por fazer o meio de campo entre governo e indústria farmacêutica. “Ele atua antes do processo de licitação, oferecendo soluções especificas de como a empresa pode ajudar no contexto de cada região”, diz Silvia. 

Os requisitos não seriam para menos: profundo conhecimento dos medicamentos (principalmente, as questões técnicas que são relevantes para o governo), além de domínio das políticas públicas – que podem variar em cada região. Os salários podem chegar a 25 mil reais por mês.

Gerente de acesso ao mercado privado

Neste caso, o profissional media a relação entre a indústria farmacêutica e desde seguradoras de saúde até hospitais. A tarefa é, praticamente, a mesma: mapear necessidades e entregar soluções. Saber tudo sobre os medicamentos e ter uma boa relação com os clientes é a combinação fundamental. 

“É um trabalho proativo. Antes do produto ser lançado, eles já começam o trabalho de acesso”, diz a especialista. Os salários podem chegar a 25 mil reais por mês.

Preconceito: O grande desafio do empreendedor de saúde da 3º idade

 

 

Apesar de o cenário econômico brasileiro estar em situação de crise em diversos setores, o mesmo não se aplica à clinicas médicas e casas de repouso, que são consideradas oportunidades favoráveis e promissoras, de acordo com pesquisa recente do SEBRAE. O cenário de empreendedorismo ao envelhecimento foi incluso na mesma pesquisa como uma das principais tendências.

Porém, a superação do preconceito de ser empreendedor de saúde para atendimento a idosos é um grande desafio. Quando me perguntam o que eu faço da vida e respondo sorrindo e orgulhosa que trabalho em uma Instituição de Longa Permanência para idosos (ILPI) ou casa de repouso, normalmente recebo um olhar surpreso e reações como: “ah tá!”. Inclusive é comum ouvir coisas como: “Nossa que difícil, né?”, “os idosos morrem lá?”, “você já viu alguém morrer?”, “lá os idosos são felizes?”, “lá eles não são maltratados?”, “as famílias vão visitar?”, “tem algum idoso abandonado?”.

Corrente_Quebra de Paradigma

Apesar de a ILPI ter uma imagem negativa, em geral, como um lugar de tristeza, dor, antecâmara da morte e abandono, existe um paradigma a ser quebrado: O preconceito. A ILPI é um lugar para se viver. Nem que sejam os últimos dias, meses ou até anos de uma vida.

A ILPI é mais que uma casa de repouso, ela é a casa do idoso. Ela é a casa da pessoa por trás do idoso. É o lar do ser humano por traz do paciente e isso é algo muito sério. Um dos grandes desafios de empreender para este público é primeiramente conseguir com que o familiar e até mesmo o próprio idoso se desprendam dos seus próprios preconceitos e daí finalmente conseguirem se surpreender, entreter e encantar. É um lugar para tornar esse tempo e esta condição de institucionalização  mais leve e digno e, para isso, é necessário que juntemos esforços para vencer esta imagem pré-conceituosa a fim de que juntos tornemos a ILPI um lugar que garanta a qualidade de vida do idoso.

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Ao realizar atendimentos a famílias e interessados as principais dúvidas são:  Será que é necessário ou eu estou abandonando? Como falar para ele(a) que ele(a) vai morar numa casa de repouso? Como trazer para a instituição? Como é a adaptação e quanto tempo leva?… Mas esta área não é uma ciência exata. Acredito que não há melhor lugar no mundo que a nossa casa! Estar ao lado da família é sempre melhor!  Mas, é também preciso saber reconhecer quando a ILPI é necessária.

É preciso admitir e encarar que o melhor lugar para qualquer um viver, idoso ou não, é a nossa casa, mas, uma vez que a residência não pode mais suprir as necessidades de uma pessoa devido a envelhecimento saudável, onde os principais motivadores da internação são isolamento social, depressão e fragilidade ou envelhecimento patológico, AVC/E (acidente vascular encefálico), demências (incluso Alzheimer) e fratura de fêmur, é preciso procurar um lugar que atenda a essas necessidades, nem que seja por tempo determinado.

É possível ter intimidade a distância e participar de maneira saudável da vida do idoso institucionalizado, por mais “feia” que esta palavra seja. Sem preconceitos! O preconceito traz muita amargura principalmente ao próprio idoso que sente em estar velho e muitas vezes se sente como um problema para a família e se esquece de que a vida é um ciclo.

Frase

Neste ambiente cheio de paradigmas e rodeado de preconceitos tive a oportunidade de viver e ver belas cenas de reconciliação e redenção. Lindos reencontros familiares após longos períodos de separação.  E viver esta realidade há tantos anos me faz refletir que com o avanço da minha idade um dia poderei ser residente de uma ILPI e sei que esta decisão também será dos meus familiares ou, será apenas de meus familiares. Por isso pare agora e reflita o que faço para me preparar para envelhecer? Como eu olho e cuido dos idosos da minha família? Como estou ensinando meus filhos a cuidar desses idosos?

Quanto mais jovem você for, mais é preciso  esforço para enxergar e sentir a perda de força corporal causada pelo seu próprio envelhecimento. Há uma falsa sensação de que o envelhecimento é algo do futuro, mas envelhecer é um processo do presente. Não envelhecer significa não viver, não há envelhecimento sem perda gradual de forças. Muitas vezes a falta convivência com idosos ou distanciamento dos idosos das nossas famílias faz com que entremos em processo de negação a este envelhecimento que é universal, progressivo e gradual.

 

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